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O MUNDO ATUAL

O mundo atual, de imediato, não tende a chocar nenhuma mente simples. Acredito fielmente que todos aguardam com muita ansiedade — dentro de uma pacifica acomodação — a chegada de um novo cérebro, ou seja; um gênio endeusado e auto-definido, o qual restitua a curto prazo o poder de transmitir a presente realidade assim como é, depois retire toda a uma poluição psíquica, ilumine suas consciências e nasça algo maior que o infinito.

O apostolado será doutrinado com estruturas sérias e justas, igualmente, ao nascer de uma nova vida, devendo todos assumirem com total razão e, desenvolverem um ilimitado número de dotes espirituais que a humanidade guarda obstinadamente em seus cofres de fraquezas e apatias.

Superado o primeiro estágio, deverão partir à cata de uma verdade suprema, deixando a vida correr, correr morosamente, aguardando assim a própria seqüência de expontâneos significados, os quais, responderão aos mais diversos pensamentos e mais altivez no que diz respeito a inconcebíveis percepções, agora, concreta.

Atualmente, mais e mais sente-se a aproximação natural da decadência de ídolos e mitos, parecem-se com folhas secas de arvores aguardando apenas um vento maior, para partirem em direção ao falso rumo. Até quando será possível viver-mos rodeados deste invólucro repleto de confusas mensagens e dizeres, como a contestação de uma nova Torre de Babel , onde cada qual interpreta a bula de sua maneira.

A poluição, a neurose, a obstinação... a vida moderna e suas manifestações do novo, —qual a vantagem — tudo isto é o ópio dos próprios homens chocando-se com o paredão repleto de imperfeições de um corredor sem fim. No que parece que todos se defrontam sempre com o mesmo problema, mais incrível ainda, estão preocupados pôr demais inventando e dando asas a mais e motivos para continuarem vivendo, porém, continuam correndo, não sei como não conseguem parar? Acho que jamais poderão interromper o fluxo orbital que o planeta natal se projeta, ao lado, de um todo envolvente de um sistema interminável de universo evolutivo. Parece que seguir em frente, torna-se uma maneira única de sobrevivência e, mais nomes e razões para o não cessar deste movimento pôr demais frenético e corrupto.

Paralelamente, a natureza protesta: ondas de doenças e pragas surgem pelo desordenado progresso. O mundo evoluí, que até mesmo as epidemias se antecipam e ficam modernas, ao mesmo tempo, nossos personagens continuam nesta desesperada evasão do centro neurótico. Valores humanos decaem pôr terra, a sensibilidade e o sentimento passam ao plano recolhido e calculado. A imaginação criativa, a incentivarão de novos programas de consumo ou como partir para o cume máximo de um ilusório status, faz de cada um, um novo marginal que os senhores das leis, — pôr estarem envolvidos — não o enquadrem dentro de um código penal.

As renúncias, na minoria, não integram a parte de um todo ativo, tudo continua tão natural como o nascer e morrer, a que chamam: progresso humano , em suma não significa nada individualmente, apenas, coletivamente. Mesmo os indigentes, pobres e desamparados pela sorte e conhecidos pela sociedade, dita, moderna

Deus, a atitude e palavra em ascensão em seus espíritos, porém, na realidade dimensional, desconhecem e são contrários aos princípios de um bom senso e instinto, no entanto, satisfeitos. E continuam afirmando que existiu um Cristo, — imaginem se não existisse — Pôr vezes, sinto que o Deus deles sobrevive na imagem de cada um e nada mais.

São ainda criaturas atadas pôr sublimações que a cada dia mais e mais corroem, mesmo as mentes mais simples e tudo se transforma em inversão de valores. Um a um, um laboratório de tão humildes e fracos seres, em contracenso, fortes na massa e inofensivos individualmente.

O homem deste mundo descritivo no presente destaque é também nocivo e parasita, vivendo em total poluição mental onde utiliza-se de seu corpo físico para uma infinidade de condutas preestabelecidas, onde seu semelhante é sempre o seu próximo e fulminante alvo. Seu inimigo, ele mesmo, porém, o alheio é o pivô de seus recalques que o fortalecem e suavizam seus atos de um reflexo direcional e destrutivo de anseios desordenados e sonhos frustados, uma pena, dissonante na vericidade de sua intensidade interior.

Não esqueçamos que a simples situação fálica de nossos personagens é concorrida diretamente com as manifestações mais cruéis e caóticas deste universo alfabético do palco da vida. Talvez, chegará o dia que: — não posso determinar quando ou que momento — em que tudo será cada vez mais semelhante aos seus próprios reflexos e, surgirá o apocalipse de uma nova atmosfera do que mais não determinará o começo ou o fim.

A lógica perderá o valor perante a ilógica, juntos predominarão na manifestação animalesca dos povos e a cada vez mais serão dirigidos. Na atual transe que o mundo passa, confirmasse que a pulsação não confere com a original, onde cada indivíduo transmite formas atrasadas e indefinidas, seja como for, o que aqui está nada tem no plano de: ser e estar, ter e haver com os demais, mesmo assim, não importa se não existe um segundo seguinte que eles parem e se situem em uma realidade sensível e emotiva, sejam corajosos e caminhem de mãos dadas até o limiar de um novo horizonte, onde o sol é a conscientização em massa de uma só verdade, deixando para lá a ilusão cronológica como fato consumado. Ao serem somados o total, os lucros e prejuízos serão o preço mais evidente de toda esta lunática e benéfica transformação.

Um dia direi em alto brandos a este épico final:

"Parabéns, cumprimento a todos no seu máximo possível que no alvorecer de vosso estágio de progresso em escala mais acentuada, achem uma definição sobre a vida e sobre sí mesmo. Caso contrário, de nada lhes valeu tanto progresso."

*   Adelino dos Santos Abreu

*   agosto de 1974.

*   23 Anos.